Quem conta um conto aumenta um ponto


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29/01/2009 18:31

Portenha

Cansei de dançar com você.
Cansei de girar no salão
Cansei, não sei porquê.

Nosso tango é perfeito,
Eu vou, você vai,
Você vai e eu vou.

Alguns achariam uma delícia,
Mas eu, já me encontro
Cansado dessa noite infinita.
enviada por Marco



07/09/2008 03:50

la vida es fueda.., - parao Arthur

A síndrome do papel em branco, síndrome desses espaços todos percorridos de um ponto de sentido ao outro, síndrome do nervosismo fundamental frente à criação do desconhecido; ampliação da angústia e do tempo, coisas que agora te parecem frívolas. Algumas marcas deixamos no caminho, algumas marcas outros deixam para nós. Uma outras então, pegamos, guardamos e quando elas estão a se apagar, a copiamos, da maneira que conseguimos.
E talvez p mais importante de tudo isso, seja justamente o ato de copiar, aquela tentativa de não deixar as coisas boas se esvaírem, mesmo que sejam modificadas e alteradas de maneira a não parecerem mais as mesmas. Mas ainda assim nos resta algo de essencial para compartilharmos e sentirmos. É, talvez, essa a parte mais importante, as nossas escolhas, não tanto do que fazer, mas do que levarmos e pra onde levarmos o que fazemos.
Porque é meio nisso que a vida é boa em fazer, isso de não nos dar muita escolha, de nos forçar a fazer repetidamente aquilo que não queremos e nos fazer esquecer o que muitas vezes nos é importante fazer. Mas de vez em quando, ela deixa que tomemos algumas decisões, e é aí que está a beleza de tudo. A beleza de decidir que eu quero fazer algo que 'não quero'; só porque isso deixará outra pessoa feliz, a beleza de guardar uma lembrança, um objeto, só porque aquilo lhe é caro e te faz feliz. E a mistura de beleza com tristeza ao relembrar aquelas coisas que te fazem ser quem você de fato é, e não saber o porque elas estão longe, o porque não voltam mais; mas sabendo que o que foi, que o que passou é de fato algo que te impulsionará por toda uma vida, que servirá de combustível e te manterá sendo a pessoa que você é; para sempre.
E de que adianta, de que adianta escrever tanto, sem saber porque, por onde, como e de onde? -Cara, outro dia estava no cinema e comecei a chorar vendo uma história de um ator decadente que havia perdido o melhor amigo de infância. Achei que tinha um significado, que aquilo era por causa de uma viagem de um amigo; mas será que não era você, tentando de alguma forma me alcançar? E eu idiota achando que era alguma coisa bem mais perto do meu mundinho?
Sei lá, isso me parece meio estranho, me deixa bem confuso. Afinal de contas te conheço como poucos, ao passo que te conheço muito mal também. Minha relações todas com você já tem mais do que a metade da minha vida, mas me parecem fortes como no dia em que aconteceram. E só me fazem perguntar:
Onde você tá? O que aconteceu? Que posso te ajudar?

Essa minha 'carta' provavelmente não vai chegar em você, ela é mais pra mim, mais pra exorcizar os meus demônios, limpar minha alma e tentar me consolar, de que meus piores pesadelos não são verdadeiros, mas somente isso; projeções no escuro de uma mente que não consegue achar outra coisa para se focar, sem ser em tardes jogando basquete, nas “Águias Douradas” (esse era o nome?), no video-game, nas brigas, nas brincadeiras, na sala de estar da sua casa, no fato de você e seu irmão adorarem barrados no baile, em buscar a bola no vizinho de trás, no fato de você nunca acertar o nome da minha mãe, na saudades de não conhecer direito onde tudo isso foi dar... Aquele abraço, com carinho e com 'tapão nas costas' só porque é de 'homem'.. haha

Marco Carlucci

enviada por Marco



20/08/2008 15:21

Casca

A condição irremediável do ser humano é estar sozinho. È o sentimento de casca, janela. Onde cria-se uma diferença fundamentl entre o que parece acontecer fora e o dentro. Como podemos nós, dizer que algo aconteceu ou não? Até onde o interno consegue penetrar no externo e vice versa?
Talvez seja justamente isso que nos atraia tanto aos animais, a não existência (neles) dessa dicotomia primordial; o fato de que em um animal, potência é ação. Não existe internalização, tudo o que se passa em dado momento efetivamente acontece; essa realização imediata e ‘plena’ serve, talvez, como resposta breve à nossa dúvida – será que o exterior existe?
Pergunta que se mostra mais premente e angustiante quando um debruça-se sobre a idéia de protagonismo, ou a percepção de total impotência que a NOSSA vida parece ter no conjunto das coisas. Pois ao analisarmos a percepção e relação da vida à partir do ponto de vista do indivíduo; a ‘máquina’ de apreensão que chamamos de corpo cria uma ilusão de que somos mais importantes do que qualquer outra coisa.
Afinal, sem a nossa existência, o resto desvanece. Ou parece desvanecer. É aqui que entra a “função” da arte, Filosofia ou humanismos em geral. É através deles que entramos em contato real com o outro do gênero humano (na verdade de qualquer gênero). Isso e o amor. Essas são as duas únicas, e reais, instâncias pelas quais conseguimos quebrar a barreira que nos separa do outro.
É através delas que conseguimos nos livrar da idéia constante de que sem nós, sem a nossa casca que intermédia a existência das outras coisas. I mundo tornaria-se uma sala de cinema sem projeção ou som.

enviada por Marco



19/09/2007 20:24

Imagem na cabeça


As calçadas de São Paulo, funcionando como um quadro de Escher. Elas estão enquadradas de modo a demonstrar os seus dois elementos básicos. O Símbolo negro e o branco inteiro. Com as bordas negras e brancas ‘poluindo’ a imagem. Eles começam a se mover no sentido ‘horizontal’ e formar uma imagem em movimento com velocidade cada vez maior.

O que fazer com isso?

enviada por Marco






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